Famílias da Ocupação Povo Maravilha reivindicam políticas públicas voltadas ao direito à moradia popular e regularização fundiária da área

UF: RJ

Município Atingido: Rio de Janeiro (RJ)

População: Catadores de materiais recicláveis, Cooperados recicladores de lixo, Moradores de bairros atingidos por acidentes ambientais, Moradores em periferias, ocupações e favelas, Mulheres, Pessoas em situação de rua, Trabalhadores informais

Atividades Geradoras do Conflito: Especulação imobiliária

Impactos Socioambientais: Falta de saneamento básico, Inundações e enchentes

Danos à Saúde: Insegurança alimentar, Violência – coação física, Violência psicológica

Síntese

Em 30 de maio de 2025, mais de 200 famílias organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Rio de Janeiro (MTST-RJ) ocuparam um terreno abandonado há mais de 20 anos na região portuária da cidade do Rio de Janeiro. O imóvel pertencia à autarquia federal Companhia Docas do Rio de Janeiro (Docas S.A.) e a ocupação tinha como principal objetivo reivindicar políticas públicas voltadas ao direito à moradia popular, especialmente em áreas centrais da cidade.

No local, então denominado “Ocupação Povo Maravilha”, foram organizadas estruturas coletivas como uma Cozinha Solidária, responsável pela preparação de refeições para os moradores, e uma escolinha comunitária para atender às crianças das famílias ocupantes, segundo informações da reportagem do jornal O Globo em 1/06/2025.

De acordo com entrevista concedida pelo integrante da coordenação nacional do MTST, Gabriel Siqueira, as famílias que compõem a ocupação são majoritariamente de baixa renda e oriundas de comunidades periféricas do Rio de Janeiro, como as favelas do Arará, Barreira do Vasco, Mangueira e Tuiuti. A maior parte dos ocupantes é formada por pessoas negras, idosos, crianças e trabalhadores informais, como catadores de materiais recicláveis e camelôs. A ocupação também inclui imigrantes peruanos que atuam no comércio informal no centro da cidade.

Ainda segundo a reportagem de O Globo, a área ocupada localiza-se no bairro do Santo Cristo, inserida no perímetro do projeto Porto Maravilha, um dos maiores programas de reurbanização do País, iniciado no contexto da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Apesar das promessas da administração municipal da época, liderada pelo então prefeito Eduardo Paes (Partido Social Democrático – PSD/RJ), de construir cerca de dez mil moradias de interesse social, apenas 25 unidades foram efetivamente entregues.

Segundo Gabriel Siqueira, esse cenário contribuiu para intensos processos de “gentrificação”, que expulsaram populações de baixa renda das áreas centrais. Por isso, o movimento passou a defender o lema “O povo no Centro de novo”, reivindicando a reocupação popular dessas regiões.

Ainda segundo o MTST-RJ, o terreno ocupado possui uma dívida superior a R$ 2 milhões em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) junto à Prefeitura, além de ter aproximadamente R$ 400 milhões inscritos em dívida ativa com a União. O movimento reivindica a construção de cerca de 250 unidades habitacionais de interesse social no local.

Na madrugada entre os dias 1º e 2 de junho de 2025 houve uma tentativa de desmobilização da ocupação por parte da Guarda Portuária e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMRJ), sem apresentação de mandado judicial. A ação foi interrompida após a mediação das lideranças da ocupação e o apoio de parlamentares estaduais e federais, conforme noticiado pelo portal Brasil de Fato em reportagem publicada no dia 3/6/2025 (link: https://shre.ink/5NoJ).

No mesmo dia, após reunião entre representantes do MTST-RJ, lideranças da ocupação e o prefeito Eduardo Paes, foi assinado um compromisso para a construção de moradias populares no terreno por meio do programa federal Minha Casa Minha Vida Entidades (MCMV Entidades). A efetivação do acordo, no entanto, depende da regularização fundiária da área, de responsabilidade da Docas S.A., vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPA). No mesmo dia, também foi suspensa a ação de reintegração de posse movida pela empresa estatal contra a ocupação.

O avanço nas negociações foi destacado por Gabriel Siqueira como simbólico, especialmente por ocorrer na região da Pequena África, marcada historicamente pela presença e posterior expulsão da população negra. Segundo ele, a Ocupação Povo Maravilha representa a luta por um centro urbano mais justo, democrático e acessível à população de baixa renda.

Em junho de 2025, a ocupação recebeu apoio institucional de diversas entidades, como a Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj). Além disso, foi apresentado um estudo de viabilidade técnica e econômica para a construção do conjunto habitacional Povo Maravilha, prevendo até 238 apartamentos de 42 m².

O estudo foi elaborado pelo Núcleo de Engenharia do MTST-RJ, com apoio do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto dos Arquitetos do Brasil – seção Rio de Janeiro (IAB-RJ).

O caso da Ocupação Povo Maravilha evidencia a importância da organização popular e da articulação entre movimentos sociais, sindicatos e representantes políticos na luta por justiça social e pelo direito à moradia, especialmente para populações historicamente marginalizadas nos centros urbanos brasileiros.

 

Contexto Ampliado

Em 30 de maio de 2025, mais de 200 famílias organizadas no Movimento dos Trabalhadores sem Teto do Rio de Janeiro (MTST-RJ) ocuparam um terreno abandonado há mais de 20 anos na região portuária do município do Rio de Janeiro (RJ), pertencente à autarquia federal Companhia Docas do Rio de Janeiro (Docas S.A).

Elas reivindicavam políticas públicas que contemplassem o direito à moradia popular na cidade do Rio de Janeiro, especialmente em áreas centrais. A ocupação conta com uma Cozinha Solidária, onde são preparadas refeições coletivas e uma escolinha onde as crianças da ocupação assistem às aulas.

 

Integrantes da Ocupação Povo Maravilha distribuindo quentinhas para alimentação. Fonte: Divulgação MTST-RJ – Maria Carolina Castro (2025). Disponível em: https://shre.ink/AJxb. Acesso em: 11/2/2026.

 

Segundo o coordenador nacional do MTST, Gabriel Siqueira, informou em entrevista à reportagem do jornal O Globo em 1° de junho de 2025 (link: https://shre.ink/5wFm), as famílias são compostas principalmente por pessoas de baixa renda, oriundas de regiões periféricas do Rio de Janeiro, como as comunidades de Arará, Barreira do Vasco, Mangueira e Tuiuti. Ainda de acordo com Siqueira, são majoritariamente pessoas negras, idosos, crianças e trabalhadores informais, como catadores de materiais recicláveis e camelôs. A ocupação também é formada por imigrantes peruanos que trabalham como camelôs no Centro do Rio de Janeiro.

A ocupação se localiza no bairro do Santo Cristo, região onde ocorre o projeto Porto Maravilha, que segundo a reportagem é “um dos maiores projetos de reurbanização do país, lançado às vésperas da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016”. A reportagem de O Globo afirma ainda que haviam sido prometidas pela administração municipal da época, liderada por Eduardo Paes (PSD/RJ), pelo menos 10 mil moradias de interesse social no Porto Maravilha.

“Só foram construídas apenas 25 unidades. O nosso mote é ‘O povo no Centro de novo’. O processo de gentrificação expulsou as pessoas para muito longe. Hoje estamos reivindicando que o povo ocupe o Centro novamente”, afirmou Gabriel Siqueira na supracitada reportagem.

Siqueira afirma ainda que o terreno ocupado tem uma dívida em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) junto à prefeitura de mais de R$ 2 milhões, além de R$ 400 milhões inscritos em dívida ativa da União. O MTST-RJ reivindica cerca de 250 unidades habitacionais de interesse social no local.

 

Membros das famílias ocupadas se reúnem no terreno da ocupação Povo Maravilha. Fonte: Divulgação MTST-RJ – Maria Carolina Castro (2025). Disponível em: https://shre.ink/5EXr. Acesso em: 11/2/2026.

 

Na madrugada entre os dias 1° e 2 de junho de 2025, houve a tentativa por parte da Guarda Portuária do Rio de Janeiro e da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) de desmobilização da ocupação. Agentes de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro foram até lá com o objetivo de dispersá-la, embora não possuíssem mandado judicial para tal.

A situação foi contornada pelas lideranças da ocupação Povo Maravilha com o apoio de parlamentares como os deputados federais Chico Alencar (Psol/RJ), Henrique Vieira (Psol/RJ), Reimont (PT/RJ), a deputada estadual Renata Souza (Psol/RJ) e a vereadora Thais Ferreira (Psol/RJ), segundo consta na reportagem publicada pelo portal Brasil de Fato publicada em 3 de junho de 2025.

Segundo reportagem de O Globo de 4 de junho de 2025, na noite anterior, o prefeito Eduardo Paes (PSD/RJ), em reunião com representantes do MTST/RJ e lideranças da ocupação Povo Maravilha, assinou um documento de compromisso de construção de moradias populares no terreno da ocupação Povo Maravilha por meio do programa federal de moradia “Minha Casa Minha Vida Entidades”. A reportagem destacava que o terreno em questão era de responsabilidade da empresa federal Companhia Docas do Rio de Janeiro (Docas S.A.), ligada ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPA).

A efetivação do compromisso firmado, segundo a reportagem, estaria vinculada à resolução de pendências de regulação fundiária do terreno ocupado. Segundo a reportagem citada, participaram também da mesa de negociações parlamentares apoiadores da ocupação, como as deputadas estaduais Elika Takimoto (PT/RJ) e Renata Souza (Psol/RJ), os deputados federais Henrique Vieira (Psol/RJ) e Reimont (PT/RJ), e a vereadora Maíra do MST (PT/RJ).

Gabriel Siqueira falou à reportagem de O Globo sobre o simbolismo do avanço nas negociações conquistado pelo movimento:

“Estamos aqui na região da Pequena África, do Rio de Janeiro, onde negros e negras vieram parar sendo escravizados. Moraram e trabalharam aqui e depois foram expulsos. E nós agora queremos o povo no centro de novo. Achamos que essa ocupação faz jus ao nome, Povo Maravilha, e que esse exemplo pode servir para que o centro da cidade tenha o povo, tenha moradia. Não só moradia para quem pode pagar muito; moradia também para quem não tem condições, moradia de interesse social. A gente espera que esse seja só o primeiro de muitos e que a gente tenha um centro da cidade, um Porto Maravilha, cada vez mais justo e democrático.” (O Globo, 04/06/2025)

Ainda segundo a reportagem, no mesmo dia 3/6/2025, antes do encontro com o prefeito, representantes da ocupação tiveram uma reunião com enviados da Docas S.A., e a negociação resultou em uma suspensão da ação de reintegração de posse movida pela empresa estatal contra a ocupação.

Em 6 de junho de 2025, os diretores da Associação dos Docentes da UERJ (Asduerj), Leandro Moura e Frederico Irias, visitaram e prestaram apoio institucional do sindicato à ocupação Povo Maravilha. A visita foi registrada no portal on-line do sindicato (link: https://shre.ink/5Eiu).

Reportagem publicada pelo portal Brasil de Fato em 17 de junho de 2025 relata que a ocupação Porto Maravilha apresentou, no dia anterior, um estudo de viabilidade técnica e econômica para a construção do Conjunto de Habitação Popular Povo Maravilha na área do Porto Maravilha. Segundo o documento, a construção poderia abrigar até 238 apartamentos de 42m², distribuídos por 18 unidades por andar, em 14 pisos.

Ainda de acordo com a reportagem, o estudo foi elaborado pelo Núcleo de Engenharia do MTST-RJ, com apoio do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), do Escritório Modelo de Engenharia Força Motriz da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do Instituto dos Arquitetos do Brasil – seção Rio de Janeiro (IAB-RJ).

Pedro Enrique Monforte, diretor do Senge-RJ e engenheiro ligado ao MTST-RJ, foi entrevistado pela reportagem e afirmou:

“Mostramos que se a gente constrói o máximo possível de apartamentos no terreno com o MCMV Entidades, conseguimos apartamentos de qualidade, com dignidade para as pessoas morarem e focado para a população que recebe de zero a dois salários mínimos.”

O estudo de viabilidade é uma ferramenta com a qual o movimento espera ter avanços nas negociações de construção das moradias populares no terreno em questão, ou em outra área da região do Porto Maravilha.

 

Cozinha Solidária montada na ocupação Povo Maravilha. Fonte: Divulgação MTST-RJ (2025). Disponível em: https://shre.ink/5NqM. Acesso em: 11/2/2026.

 

No dia 1° de fevereiro de 2026, fortes chuvas atingiram o município do Rio de Janeiro, e a ocupação Povo Maravilha foi fortemente afetada. Segundo postagem do MTST em sua página do Instagram, a Cozinha Solidária e o Barracão do Movimento sofreram danos. Além disso, diversas famílias perderam tudo (veja mais no link: https://shre.ink/AJts). Na mesma postagem, o movimento social organizou uma campanha de recolhimento de doações diversas para mitigar o sofrimento das famílias mais afetadas.

O caso da ocupação Povo Maravilha demonstra como a organização popular e o apoio de movimentos sociais, sindicatos e políticos compromissados com as lutas por justiça social podem render frutos e conquistas importantes para a população, mesmo aquelas mais vulnerabilizadas por processos históricos.

 

Atualizada em janeiro de 2026.

Cronologia

30 de maio de 2025: Mais de 200 famílias organizadas pelo Movimento de Trabalhadores Sem Teto do Rio de Janeiro (MTST-RJ) realizam a ocupação Povo Maravilha em um terreno abandonado no bairro do Santo Cristo, região do projeto de reurbanização denominado Porto Maravilha. O terreno pertence à Companhia Docas do Rio de Janeiro (Docas S.A.), empresa pública ligada ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPA).

02 de junho de 2025: Agentes da Guarda Portuária e da Polícia Militar do Rio de Janeiro pressionam a ocupação Povo Maravilha, mesmo sem mandado judicial, e tentam expulsar as famílias que ocupam o terreno. Lideranças da ocupação, com apoio de parlamentares apoiadores – os deputados federais Chico Alencar (Psol/RJ), Henrique Vieira (Psol/RJ) e Reimont (PT/RJ), a deputada estadual Renata Souza (Psol/RJ) e a vereadora Thais Ferreira (Psol/RJ) – conseguem contornar a situação e manter a ocupação.

03 de junho de 2025: Após negociação entre representantes da empresa Docas S.A. e do MTST-RJ, a empresa concorda em suspender a ação de reintegração de posse, pela qual havia movido ação judicial, por 6 meses.

03 de junho de 2025: Em reunião com representantes da ocupação Povo Maravilha e parlamentares apoiadores da ocupação – as deputadas estaduais Elika Takimoto (PT/RJ) e Renata Souza (Psol/RJ), os deputados federais Henrique Vieira (Psol/RJ) e Reimont (PT/RJ), e a vereadora Maíra do MST (PT/RJ) -, o prefeito Eduardo Paes (PSD/RJ) assina termo de compromisso destinando a área ocupada ao programa social federal de moradias populares Minha Casa Minha Vida (MCMV).

06 de junho de 2025: Dirigentes da Associação dos Docentes da UERJ (Asduerj) visitam a ocupação Povo Maravilha para prestar solidariedade e apoio institucional do sindicato.

16 de junho de 2025: A ocupação Porto Maravilha apresenta estudo de viabilidade técnica e econômica para a construção do conjunto de habitação popular Povo Maravilha na área do Porto Maravilha.

1° de fevereiro de 2026: Fortes chuvas atingem o município do Rio de Janeiro, afetando a ocupação Povo Maravilha. A Cozinha Solidária e o Barracão do Movimento são parcialmente destruídos e algumas famílias perdem todos os seus pertences. O MTST organiza uma campanha de doação de diversos tipos para mitigar o sofrimento das famílias mais afetadas.

 

Fontes

CARDOSO, Isabella. MTST ocupa terreno abandonado no Porto Maravilha e reivindica moradias populares: ‘O povo no centro de novo’. O Globo. Rio de Janeiro, 1º jun. 2025. Disponível em: https://shre.ink/5wFm. Acesso em: 11 fev. 2026.

DIRETORIA da Asduerj visita Ocupação Povo Maravilha em solidariedade à luta por moradia. Asduerj. Rio de Janeiro, 06 jun. 2025. Disponível em: https://shre.ink/5Eiu. Acesso em: 11 fev. 2026.

LITWAK, Priscilla. Eduardo Paes firma acordo para Minha Casa Minha Vida na Zona Portuária com movimento por moradia. O Globo. Rio de Janeiro, 04 jun. 2025. Disponível em: https://shre.ink/5NqM. Acesso em: 11 fev. 2026.

MESQUITA, Clivia. Ocupação ‘Povo Maravilha’ do MTST quer solucionar déficit de habitação popular no centro do Rio. Brasil de Fato. Rio de Janeiro, 03 jun. 2025. Disponível em: https://shre.ink/5NoJ. Acesso em: 11 fev. 2026.

MESQUITA, Clivia. Ocupação Povo Maravilha: MTST apresenta estudo técnico para construir 238 apartamentos na zona portuária do Rio de Janeiro. Brasil de Fato. Rio de Janeiro, 17 jun. 2025. Disponível em: https://shre.ink/5EXr. Acesso em: 11 fev. 2026.

MTSTRJ; MTST. REDE DE SOLIDARIEDADE – OCUPAÇÃO POVO MARAVILHA (MTST). Instagram, 04 fev. 2026. Disponível em: https://shre.ink/AJts. Acesso em: 11 fev. 2026.

PAES assina acordo com MTST para Minha Casa Minha Vida em ocupação na zona portuária do Rio. Brasil de Fato, 05 jun. 2025. Disponível em: https://shre.ink/AJxb. Acesso em: 11 fev. 2026.

 

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