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Falta de indenização e assistência a ex-funcionários contaminados e gestão incorreta de rejeitos radioativos revelam um cenário de omissão e desigualdades socioespaciais
UF: MG, SP
Município Atingido: São Paulo (SP)
Outros Municípios: Caldas (MG) e Itu (SP)
População: Moradores de aterros e/ou terrenos contaminados, Operários, Trabalhadores em atividades insalubres
Atividades Geradoras do Conflito: Energia e radiações nucleares
Impactos Socioambientais: Contaminação ou intoxicação por substâncias nocivas, Poluição atmosférica, Poluição de recurso hídrico, Poluição do solo, Precarização/riscos no ambiente de trabalho
Danos à Saúde: Contaminação química, Doenças não transmissíveis ou crônicas, Doenças respiratórias
Síntese
A Nuclebrás de Monazita e Associados Ltda. (Nuclemon) foi uma empresa estatal criada no contexto da ditadura militar, como parte do projeto político de avanço nuclear no Brasil. Tinha como principal atividade o processamento de areia monazítica, matéria-prima para extração de tório, urânio e compostos de terras raras (Ecovirada, 2025).
Após a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), em 1991, houve a constatação de riscos de contaminação radioativa em suas instalações, por meio de vistorias realizadas pela Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo (DRT-SP), Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) e Centro de Referência do Trabalhador em Santo Amaro (CRTSA) e Ministério Público do Trabalho (MPT), o que levou a Nuclemon a encerrar suas atividades em 1992 (ANTPEN, 2011).
A Usina Santo Amaro (Usam), principal unidade da empresa, na zona sul de São Paulo, foi desativada e demolida pouco tempo depois, mas os passivos deixados pela Nuclemon, desde a década de 1980 sob responsabilidade da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), seguem como principal ‘herança’ deixada pela empresa.
A falta de indenização e assistência a ex-funcionários contaminados e a gestão incorreta dos depósitos de torta II – rejeito radioativo – revelam um cenário de omissão e desigualdades socioespaciais. No conflito, os ex-operários afetados são apoiados por importantes parceiros institucionais, com destaque para a Associação Nacional dos Trabalhadores da Produção de Energia Nuclear (ANTPEN), representada principalmente pela pneumologista Maria Vera Oliveira.
Contexto Ampliado
Em 1942, na cidade de São Paulo (SP), os empresários Augusto Frederico Schimidt e Kurt Weill fundaram a Orquima Indústrias Químicas Reunidas S.A, fábrica de atividade produtiva inicialmente voltada à síntese de elementos orgânicos. Poucos anos depois, em 1946, foi criada pela empresa a Usina Santo Amaro (Usam), no bairro do Brooklin, zona sul da cidade, que passou a processar areia monazítica, matéria-prima para extração de tório, urânio e compostos de terras raras (Ecovirada, 2025).
Desses, os dois primeiros estão na classe de minerais radioativos, enquanto as terras raras são formadas por 17 elementos químicos altamente magnéticos (Brasil de Fato, 2025) utilizados amplamente no âmbito industrial, sobretudo nos setores armamentista, biotecnológico, de informática e telecomunicações (Agência Câmara de Notícias, 2026). Além disso, entre os resíduos gerados no processo, destaca-se a torta II, rejeito com concentração relevante de urânio e tório.
Segundo a Associação Nacional dos Trabalhadores da Produção de Energia Nuclear (ANTPEN):
“Os produtos finais [do processo produtivo da Usam] eram: 1. Compostos radioativos (Urânio e Torio); 2. Fosfato trissódico (detergentes e desengraxantes); 3. Cloreto de terras raras (vidros ópticos); 4. Zirconita (Indústria cerâmica); 5. Rutilo (solda elétrica); 6. Sílica livre (Indústria cerâmica).”
Em 1966, a Orquima foi adquirida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), tornando-se uma empresa estatal. Ainda durante a ditadura militar, em 1974, foi criada a Nuclebrás, e, dois anos depois, houve a fundação da Nuclebrás de Monazita e Associados Ltda. (Nuclemon) (Ecovirada, 2025). A saber, o período militar foi marcado por um projeto geopolítico de modernização que, entre outras características, objetivava o domínio tecnológico nuclear pelo País (Silva, 2019).
Entre 1975 e 1981, a “torta” II, resultante do processamento da areia monazítica para extração do tório, era transferida para a cidade de Itu (SP). Entretanto, em 1987, um relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) constatou que trabalhadores do local poderiam estar expostos à radioatividade (ECD Training, 2022).
Em 1988, com a redemocratização em curso, houve a substituição da Nuclebrás pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), mantendo-se a existência da Nuclemon como sua subsidiária (Ecovirada, 2025). No ano seguinte, foi criada a Usina de Interlagos (Usin), que, apesar de projetos de expansão, funcionava essencialmente como depósito de rejeitos radioativos provenientes do processo produtivo na Usam (Ecovirada, 2025).
No início da década de 1990, após a difusão dos casos do acidente nuclear em Chernobil, na então União Soviética, em 1986, e da contaminação, em 1987, por césio-137 em Goiânia (GO), funcionários da Nuclemon passaram a questionar a possibilidade de contaminação por substâncias radioativas em suas atividades. Segundo José Venâncio Alves, que trabalhou na Usam entre as décadas de 1970 e 1990, ele e outros operários não tinham ciência da radioatividade do material manipulado (ANTPEN, 2011).
Em 1991, foi instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Paulo (CMSP) para fins de investigação do risco de contaminação radioativa dos funcionários da Nuclemon (ANTPEN, 2011). Por meio de vistorias realizadas pela Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo (DRT-SP), Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) e Centro de Referência do Trabalhador em Santo Amaro (CRTSA) e Ministério Público do Trabalho (MPT), foi constatado que o processamento de material radioativo não era realizado sob condições seguras.
O galpão de operações da Nuclemon não apresentava o isolamento necessário entre setores, levando à exposição de todos os trabalhadores à radiação emitida, bem como a ruídos e ondas de calor (ANTPEN, s. d.). Além disso, Alexandre Oliveira, médico e chefe da Assessoria de Segurança, Salvaguardas e Meio Ambiente da INB, afirmou que o risco de contaminação se espraiava, também, para a população do entorno da Usam, pois a usina funcionava em uma área residencial (ANTPEN, s.d.; ECD Training, 2022).
No ano seguinte, a empresa paralisou suas atividades e iniciou o processo de descomissionamento, ou seja, desativação da unidade de processamento nuclear (ANTPEN, 2011). As máquinas utilizadas foram transferidas para a unidade de descomissionamento da INB em Campos dos Goytacazes (RJ), no Norte Fluminense, enquanto os rejeitos da fábrica foram encaminhados para Caldas (MG). Entretanto, o governador de Minas Gerais, à época Itamar Franco (PMDB), vetou, via decreto,a transferência dos rejeitos (ANTPEN, 2011).
A INB/Nuclemon forneceu à ANTPEN um laudo construído em setembro de 1998, publicado pela Associação em artigo de maio de 2011. No documento, estão contidos os riscos físicos, químicos, e radiológicos identificados nas vistorias, bem como as formas de análise e quantificação das taxas de contaminação radioativa, calor, granulometria e ruído (ANTPEN, 2011).
A contaminação química, via partículas finas (<1,0 mm) de minerais como ambligonita e monazita, foi caracterizada como causadora de pneumoconioses, que são, segundo o Ministério da Saúde (MS): “doenças pulmonares causadas pela inalação e acúmulo de poeiras inorgânicas” (ANTPEN, 2011; Ministério da Saúde, 2023).
Os riscos físicos, segundo o laudo da INB, eram relacionados, em primeiro lugar, ao ruído das áreas de moagem da monazita e zirconita, que ultrapassavam o limite de 85 decibéis definido pela Norma Regulamentadora N 15 (NR-15) sobre “Atividades e Operações Insalubres” (ANTPEN, 2011; Ministério do Trabalho e Emprego, 2025). Além disso, o calor excessivo, sobretudo nas áreas de Tratamento Físico de Minérios (TFM), foi considerado um fator de risco físico (ANTPEN, 2011).
Em relação à exposição às radiações ionizantes, no laudo consta que os resíduos das operações (torta II e mesotório) eram as principais fontes de contaminação de funcionários. Os métodos de avaliação utilizados foram bioanálises in vivo e in vitro, que consistem, respectivamente, na análise quantitativa de compostos radioativos no ‘corpo todo’ dos funcionários e na análise via coleta de fezes e urina (ANTPEN, 2011). Os resultados atestaram que, de 53 amostras coletadas em todas as modalidades de análise, 42 (>80%) demonstraram anormalidades:
“Em julho/agosto de 1990 foram realizadas pesquisas de tório na urina e nas fezes e de 19 amostras 4 foram anormais na urina e 13 anormais nas fezes. Já em 13 avaliações feitas com contador de corpo inteiro, 5 resultaram anormais. Em outubro/novembro de 1992 foram feitas análises de Urânio 238 (7 amostras), sendo três anormais nas fezes e uma na urina; Urânio 234 (7 amostras), sendo três anormais nas fezes e uma na urina; Thorio 232 (7 amostras), sendo seis anormais nas fezes; e Thorio 228 (7 amostras), sendo seis anormais nas fezes.”
Por fim, segundo a ANTPEN, os casos de neoplasia de próstata em pessoas acima de 45 anos no Brasil somam 2%, enquanto nas amostras coletadas para o laudo a taxa alcança 9% dos participantes (ANTPEN, 2011).
A médica do trabalho, pneumologista e membro da ANTPEN, Maria Vera Cruz de Oliveira, acompanha desde então o caso dos ex-operários da Nuclemon. O acompanhamento começou com uma avaliação de 160 trabalhadores da empresa, que passaram por hemogramas e exames físicos, somados aos resultados de contaminação por radioatividade citados acima. De início, destacaram-se os casos de leucopenia, ou seja, diminuição de glóbulos brancos no sangue. À ANTPEN, Oliveira informou que os casos de câncer também são altos no grupo acompanhado. Até 2019, um terço deles havia desenvolvido a doença (ANTPEN, 2011; G1, 2019).
Com o fim das atividades da Nuclemon, a Usam foi demolida em 1993 (ECD Training, 2022) e, mais tarde, no mesmo terreno, ainda que sem sua completa descontaminação, foi construído um prédio residencial. Em 2011, a INB informou que um córrego do rio Pinheiros, ligado a um bolsão d’água subterrâneo, estava sendo contaminado pelos rejeitos depositados na área.
A empresa aguardava a autorização da Cnen para iniciar a retirada do material, segundo a ANTPEN (ANTPEN, 2011). Neste mesmo ano, o plano de remediação começou a ser executado, e a terra contaminada e os subprodutos da indústria nuclear foram transferidos para um galpão no terreno onde funcionava a Usin, no bairro de Interlagos, também em São Paulo (SP). O espaço que guardaria as 1.150 toneladas de resíduos, sendo 590 de torta II, ficava ao lado de condomínios residenciais e de um templo religioso (ANTPEN, 2011; Ecovirada, 2025).
A Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), então presidida pelo vereador Gilberto Natalini (PSDB/SP), solicitou providências por parte da INB e Cnen, e enfatizou que parlamentares agissem pela remoção do rejeito radioativo da zona sul paulistana (CMSP, 2011).
Segundo o portal Monitor Mercantil (2011), a omissão da Cnen simbolizava uma problemática recorrente na discussão sobre resíduos radioativos: o manejo de resíduos de baixa e média atividade, como a torta II, recebe menos atenção por oferecer menor risco em relação a resíduos de alta atividade, ainda que também representem perigo.
Já em 2013, a INB negociou a venda internacional de parte da torta II estocada. De acordo com o G1, a estatal fez contato com uma empresa chinesa interessada (não identificada na matéria), mas a compra não foi finalizada devido à falta de licenças ambientais, na China, para o recebimento do rejeito (G1, 2024). Apesar da torta II ser um resíduo, seu valor comercial é relevante devido a sua composição de terras raras, tório e urânio, ainda que em baixas porcentagens, se comparado à quantidade encontrada nas primeiras extrações.
A omissão dos responsáveis, tanto pelos resíduos quanto pela contaminação dos ex-funcionários, estendeu-se até o fim de 2019. Em novembro desse ano, foi ao ar uma reportagem do SPTV1, noticiário regional da Rede Globo, sobre a mobilização por indenização de José Venâncio Alves, Eliseu Faustino Alves e outros antigos operários da Nuclemon, que desde o fechamento da empresa não haviam sido corretamente assistidos.
A primeira audiência do caso foi realizada em 05 de novembro de 2019, e os ex-funcionários receberam apoio do Ministério Público Federal (MPF), que entrou no processo a favor dos operários e contra a INB (G1, 2019). A falta de fiscalização e a insegurança do galpão de Interlagos também foram citadas (G1, 2019).
Em um cenário sem a gestão correta dos resíduos nucleares, duas outras cidades são afetadas pelos passivos da Nuclemon: Caldas (MG) e Itu (SP). Ambos os municípios abrigam unidades da INB, antes Nuclebrás, que receberam a “herança radioativa” após a desativação da Usina Santo Amaro (Usam). As cidades lidam com a constante ameaça de receberem cada vez mais rejeitos radioativos em seus territórios, em prol do esvaziamento da área de Interlagos, também conhecida por “lixão nuclear”.
Em uma divisão percentual, 75% do rejeito da Usam estariam na Unidade de Descomissionamento de Caldas (UDC); 20% na Unidade de Estocagem de Botuxim (UEB), em Itu (SP), e 5% na Unidade de Descomissionamento de São Paulo (UDSP) (Estado de Minas, 2021; Universidade Católica de Pernambuco, 2023).

Itu (SP) recebeu torta II por seis anos, durante as operações da Nuclemon (1975–1981). As 3.500 toneladas de rejeito foram depositadas na UEB instalada no Sítio São Bento, que desde 1991 compreende a Área de Proteção Ambiental (APA) Itu – Bairro Botuxim (Prefeitura de Itu, 2011; Ecovirada, 2025). O então prefeito Guilherme Gazzola (PL) foi contra o depósito de mais rejeitos no município. Segundo ele, a existência da APA no terreno da INB “torna a possibilidade da vinda desse material para a cidade ainda mais absurda.” (Estado de Minas, 2021).
Até outubro de 2021, havia cerca de 12.534 toneladas de torta II armazenada na INB Caldas (MG) (Estado de Minas, 2021). De acordo com o então prefeito Ailton Goulart (MDB), faltava transparência por parte da INB em relação ao rejeito e suas possíveis contaminações, inclusive da água.
O gestor também destacou a promessa (não cumprida pela empresa) de desmonte da unidade baseada no município (Estado de Minas, 2021). Além disso, no debate crescente sobre a exploração de terras raras, o município posiciona-se como uma das localidades ameaçadas com o aumento de demanda, sobretudo estrangeira, por títulos minerários e autorizações de pesquisa e lavra (Brasil de Fato, 2025).
Ainda que o esvaziamento da UDSP seja urgente, cabe a reflexão sobre o motivo do deslocamento de rejeitos de uma grande metrópole – a maior do País – para cidades menores. Casos como o da Nuclemon evidenciam centros e periferias para além da disposição geográfica, desenhados, sobretudo, a partir de hierarquias étnico-raciais (Grosfoguel, 2008).
É sabido que Interlagos faz parte da zona sul paulistana, e conforma uma área nobre da cidade, fato que torna, perante uma sociedade dividida entre injustiçados e privilegiados (Pacheco; Faustino, 2013), ainda mais inaceitável o depósito de torta II nessa localidade.
Em uma perspectiva interseccional, em que raça e classe estão imbricados, o conceito de racismo ambiental é aplicável quando percebemos que, enquanto o desmonte dos galpões de Interlagos ocorre sob um discurso pela segurança da população, ex-operários da Nuclemon lutam pelo mínimo de assistência após décadas de exposição a altos níveis de radiação, e municípios inteiros tornam-se novos depósitos, ou zonas de sacrifício.
Em meados de 2024, a torta II distribuída nas três unidades da INB foi novamente colocada à venda por meio de edital publicado pela estatal em 11 de junho. A gerente de descomissionamento da UDC, Letícia Oliveira Alves, explicou que as empresas interessadas teriam 90 dias, ou seja, até 11 de setembro daquele ano para demonstrar interesse nas 15,4 mil toneladas do rejeito radioativo.
Ainda, a funcionária da INB afirmou que a compradora escolhida seria a que oferecesse maior valor (G1, 2024). A tentativa de venda se estendeu até setembro de 2025, quando o leilão foi prorrogado por mais três meses, devido à ausência de interessados (G1, 2025).
Última atualização em: agosto de 2026.
Cronologia
1942: É fundada, em São Paulo (SP), a Orquima Indústrias Químicas Reunidas S.A, por Augusto Frederico Schimidt e Kurt Weill.
1946: É inaugurada a Usina Santo Amaro (Usam), no bairro do Brooklin, em São Paulo (SP), com foco no processamento de areia monazítica para extração de tório, urânio e compostos de terras raras.
1966: Orquima é comprada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), e torna-se uma empresa estatal.
1974: É criada, pela ditadura militar, a Nuclebrás, para centralizar o programa de desenvolvimento da energia nuclear desejado pelos militares.
1976: É criada a subsidiária Nuclebrás de Monazita e Associados Ltda. (Nuclemon), para gerenciar as pesquisas envolvendo o potencial do uso do tório como combustível nuclear.
1988: É criada a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que substitui a Nuclebrás, mas mantém a Nuclemon como subsidiária.
1989: É inaugurada a Usina de Interlagos (Usin), depósito de rejeitos radioativos provenientes do processo produtivo na Usam.
1991: É instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Paulo (CMSP) para fins de investigação do risco de contaminação radioativa dos funcionários da Nuclemon.
1992: Nuclemon paralisa as atividades e inicia o processo de descomissionamento.
1993: Usam é demolida.
Setembro de 1998: É emitido laudo, pela INB/Nuclemon, com riscos químicos, físicos e radiológicos identificados na Nuclemon, bem como as formas de análise e quantificação das taxas de contaminação radioativa, calor, granulometria e ruídos.
2011: INB informa que um córrego do rio Pinheiros, ligado a um bolsão d’água subterrâneo, está sendo contaminado pelos rejeitos depositados na área demolida do Brooklin.
2011: Plano de retirada da terra contaminada e subprodutos nucleares passa a ser executado, e as 1.150 toneladas de rejeitos são transferidas do Brooklin (Usam) para Interlagos (Usin).
2013: INB negocia a venda internacional da carga de torta II estocada em Caldas (MG), Itu (SP) e São Paulo (SP).
05 novembro de 2019: Ocorre a primeira audiência do processo de indenização dos ex-funcionários da Nuclemon, apoiados pelo Ministério Público Federal (MPF).
11 de junho de 2024: É publicado, pela INB, o edital de venda das 15,4 mil toneladas de torta II.
Setembro de 2025: Diante da fata de interessados, o prazo para demonstração de interesse na compra de torta II é prorrogado por mais 90 dias.
Fontes
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DA PRODUÇÃO DE ENERGIA NUCLEAR – ANTPEN. Informações sobre a empresa Nuclemon/INB e os riscos à saúde. ANTPEN, s. d. Disponível em: https://shre.ink/jOco. Acesso em: 01 jul. 2026.
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BRASIL. Ministério de Minas e Energia – MME. Indústrias Nucleares do Brasil – INB. INB São Paulo. Indústrias Nucleares do Brasil, s. d. Disponível em: https://shre.ink/jOT9. Acesso em: 01 jul. 2026.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. Norma Regulamentadora No. 15 (NR-15). MTE, 22 out. 2020. Disponível em: https://shre.ink/jicI. Acesso em: 01 jul. 2026.
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INB coloca à venda mais de 15 mil toneladas de ‘Torta 2’ armazenadas em unidade desativada em MG. G1, Caldas, 19 jun. 2024. Disponível em: https://shre.ink/jOkp. Acesso em: 01 jul. 2026.
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